<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249</id><updated>2011-11-16T17:39:53.429-08:00</updated><title type='text'>High Fidelity</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-116793784850625977</id><published>2007-01-03T23:09:00.000-08:00</published><updated>2007-01-04T11:13:58.203-08:00</updated><title type='text'>Do nome dele já não me lembro</title><content type='html'>Uma festa, muita gente desconhecida, muitos parzinhos formados há muitos anos, eu sozinha desde há muitos anos a tentar não me preocupar com isso. &lt;br /&gt;Entrei na sala e ouvi:&lt;br /&gt;- Arranja-me uma gaja com quem possa foder hoje à noite.&lt;br /&gt;Olharam os dois para mim e calaram-se. Péssimo timing. Por causa desta frase, deixei de lhe ligar. Por causa desta frase pensei que não valeria a pena ornamentar a minha noite solitária com um gajo que não me olhasse nos olhos para me ver.&lt;br /&gt;Antes, tinha havido flirt. Eu e ele a vermo-nos através de duas objectivas. Eu a fotografá-lo a filmar-me. Ele a filmar-me a fotografá-lo. Passámos a noite nisto. De vez em quando os nossos corpos passavam um ao lado do outro. De vez em quando os nossos olhares cruzavam-se de verdade. De vez em quando ele chamava-me para dançar. De vez em quando eu ia, de vez em quando não. E depois ouvi-lhe sair da boca:&lt;br /&gt;- Quero foder esta noite.&lt;br /&gt;Se não lho tivesse ouvido, quem sabe se não teríamos ido para um canto escuro, os outros na sala a beberem copos cheios de mágoa com gelo e tê-lo-ia deixado foder-me com a ilusão de que o estava a fazer comigo. Eu não o faria com ele, mas as coisas que nós pensamos nunca ninguém as sabe.&lt;br /&gt;Depois daquela frase:&lt;br /&gt;- Quero foder com uma gaja qualquer!&lt;br /&gt;deixei de pensar no canto escuro, ele a beijar-me a boca e a morder-me a ânsia, eu a despir as calças, uma mesa, eu em cima da mesa e o que estava lá em cima no chão, ele a foder-me, eu a segurar-lhe a cabeça e a voltar-lhe os olhos para dentro dos meus. Gosto de homens que olhem nos olhos de uma mulher e a consigam ver. Mesmo que não se digam nomes. Mesmo que seja só por uns momentos. Não há nada mais frágil do que o sexo com um desconhecido. Mesmo que toda a gente diga que é mais fácil.&lt;br /&gt;Deixei de pensar nisso e fui para a varanda fumar. Ele não veio atrás de mim e eu não me importei com isso. Quando adormeci, sozinha, no sofá, eles começaram a beijar-se. Ele e ela, agora ele mais ela. A racha da saia descaída, a mão dele no meio das pernas dela, ela de pernas muito brancas e gordas, ele de mãos muitos feias e grandes.&lt;br /&gt;Quando mais tarde acordei, ainda lá continuavam. A mão no mesmo sítio, a racha menos descaída. Perguntei a alguém,&lt;br /&gt;- Não, não saíram daqui a noite toda.&lt;br /&gt;Chiça, que há gente mesmo estúpida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala, ele a começar a fumar, ouviam-se os Gorillaz. Eu peguei no casaco e fui-me embora. Ela veio atrás de mim. Eu olhei para ela com pena. Não falámos o caminho todo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-116793784850625977?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/116793784850625977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=116793784850625977' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116793784850625977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116793784850625977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2007/01/do-nome-dele-j-no-me-lembro.html' title='Do nome dele já não me lembro'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-116440029151569406</id><published>2006-11-24T18:30:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T13:55:30.783-08:00</updated><title type='text'>Nostalgia dos anos 90</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2567/3080/1600/779943/doc%20martens.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2567/3080/200/631362/doc%20martens.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Esta semana tenho ouvido, todos os dias, músicas que não ouvia há muitos dias. Há tantos dias que todos juntos formam anos. Há tantos anos que todos juntos dão à minha memória o aspecto de um queijo suíço. Como The Cardigans ou aquela que canta assim “Cause you`re gorgeous, I`d do anything for you”. Quando passa na rádio uma destas músicas, sempre entre as 8 e as 8.30 - a hora da nostalgia (para quando os anos 80?), paro no meio do quarto, de toalha na mão e cabelos a pingar, a tentar lembrar-me daquelas viagens de autocarro em que o meu walkman tinha descanso da música obsoleta que gravava do programa Alta Tensão da Antena 3 (todas as noites, de domingo a quinta, ligava a luz às 23:59, preparava a cassete, ligava a aparelhagem aos phones comprados no chinês, carregava no play e voltava a apagar a luz, os meus pais a dormir no quarto ao lado). De quando em quando, lembrava-me da cassete de música pop e isso é que eu gostava de a ouvir enquanto sonhava com o rapaz do 11º C, que usava aparelho, mas eu não me importava. Só alguns meses depois é que viria a saber como se chamava, mas nessa altura já não sonhava com o rapaz do 11º C, mas sim com o cabeludo da paragem do autocarro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Cardigans, cassetes, paixões efémeras. Se não soubesse tudo o que já sei hoje, que não é nada, diria que às vezes tenho saudades de ter 16 anos. Em que o meu walkman enrolava as cassetes e o cabeludo da paragem do autocarro nunca me ligava nenhuma. E as Doc Martens, depois de algum tempo, deixaram de me aleijar os pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-116440029151569406?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/116440029151569406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=116440029151569406' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116440029151569406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116440029151569406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/11/nostalgia-dos-anos-90.html' title='Nostalgia dos anos 90'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-116353522808216435</id><published>2006-11-14T12:10:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T12:39:10.956-08:00</updated><title type='text'>Pelo ideal</title><content type='html'>A ouvir: &lt;a href="http://www.uppercutmusic.com/artist_o/outkast_lyrics/were_are_my_panties_lyrics.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where are my panties?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por Andre 3000 e Rosario Dawson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um elemento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pathos&lt;/span&gt; na história das relações, uma espécie de sentimento de inevitabilidade que nos faz acreditar que aquela pessoa, a pessoa ideal está ali no caminho, quem sabe ao virar da esquina. Talvez por isso tanta gente tente constantemente encontrar esse ideal, essa pessoa que lhes encha as medidas. Inevitavelmente, a cada novo encontro lá virá a questão tão popularizada: será esta a tal? À falta de resposta recorre-se à experiência: esperar para ver. Com o tempo, mesmo que não seja a tal, pode servir, pelo menos até se ter direito a secretária particular com 24 anos, cintura de vespa e busto 38 D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, depois, o caso inverso: as pessoas que, sabendo a futilidade desta vida, apenas se contentam em encontrar alguém compatível com quem se possa viver o resto da vida, cumprir o instinto de procriar e suportar o resto do tempo que ainda andamos sobre esta esfera. É o meu caso. Parecendo mais fácil não o é. O chato é que as escolhas vão sendo atrasadas e acaba por se ter uma bagagem emocional bem mais carregada. Olha-se - pelo menos eu olho - para cada nova chegada com olhos de avaliação pesada no passado: «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parece porreirinha e independente, mas a C. também era e não me largava da mão...&lt;/span&gt;». Há um conjunto de critérios para fazer pesar no assunto e nem todas as mulheres passam neste crivo. A bem dizer, nenhuma passa, os critérios são para a tal mulher ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira, a procura, se levada ao extremo, é semelhante nos dois casos, com a vantagem da estabilidade no caso de cima e de um muito maior gozo proporcionado pela diversidade no caso de baixo. Há, no entanto, que criar um ponto de separação e esse é fornecido pela decisão: a decisão de se olhar, apontar o dedo e chamar. Por outras palavras, arriscar mesmo sabendo que há sempre possibilidades do espalhanço. O medo é uma parte demasiado pesada da bagagem, só atrapalha. Ainda assim, caso haja espalhanço, há sempre a possibilidade de «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sermos só amigos&lt;/span&gt;», assim se saiba querer. E pedir que se apresentem os outros amigos, especialmente aquela de 24 anos, cintura de vespa e busto 38 D que procura trabalho de secretariado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-116353522808216435?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/116353522808216435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=116353522808216435' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116353522808216435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116353522808216435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/11/pelo-ideal.html' title='Pelo ideal'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-116353704558535112</id><published>2006-11-12T12:42:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T12:52:36.573-08:00</updated><title type='text'>It´s all about the way you dance</title><content type='html'>É mais fácil fechar os olhos aos defeitos, tiques, manias de um homem com quem mantemos uma relação descomprometida. Primeiro porque não estamos todo o tempo juntos e o tempo que o estamos resume-se a passar imediatamente ao que se pretende e acabamos por nunca ter tempo, nem disposição, para assistir aos rituais escabrosos de cortar as unhas para dentro do lava-loiças ou de fazer uma bolinha com o macaco que acabou de tirar do nariz e atirá-la para trás do sofá como quem joga ao guelas. Depois porque, se por um acaso assistirmos a alguma coisa destas, temos uma certa liberdade para nos desmanchamos a rir na cara dele sem medo de ferir acordos pré-nupciais. Ou porque, simplesmente, sabemos de antemão que a relação tem os dias contados e não nos vamos preocupar por aí além se, durante o sexo, as unhas dos pés dele nunca nos arranharem as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é quando a relação está naquela fase mesmo antes do fim, quando já não nos apetece muito estar com ele, mas a ocasião até se proporciona e não inventámos uma desculpa manhosa a tempo e depois, olha, mais uma queca também não faz mal a ninguém. Só que nem só de quecas vive uma mulher e a verdade é que, às vezes, uma gaja tem de fazer das tripas coração para aguentar muita coisa. Como o fio de pechisbeque que ele teima em usar e que balança por cima de nós e nós fugimos com a boca para não tocarmos no penduricalho que ele não tira nem para dormir. Ou como a barba aparadinha que ao princípio até nos fazia lembrar o Edward Norton, mas que agora nos faz comichão quando ele pensa que nos excita com beijos monótonos no pescoço durante meia-hora (ó homem, passa lá aos preliminares a sério). Ou a maneira como ele dança Queens of the Stone Age como se estivesse a saracotear-se com um cordãozinho de flores ao pescoço no Hawai. Queens of the Stone Age não se dança assim. Só as músicas-do-gozo é que se dançam assim. E eu não sei por que raio é que ando a sair com um gajo que não percebe que QOTSA ou qualquer outro tipo de música que passe em discotecas onde passa QOTSA não é para gozar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o fim da picada. Pior do que todas as picadas da barba e do penduricalho à homem de Neardental. E por muito que tenha tentado escondê-lo dos amigos e evitar sair com ele em público e guardá-lo em casa como se guardam as coisas de que temos vergonha, não vale a pena, que isto agora já nem com sexo lá vai. E nem é por causa da barba ou das frases feitas ou dos sapatos horríveis. É mesmo porque já não me apetece. E a música parece-me ser uma boa desculpa para acabar uma relação que nunca começou. Já ouvi falar de relações a sério que acabaram por menos. E não estou com vontade de me sentir culpada. Ou será que devia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-116353704558535112?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/116353704558535112/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=116353704558535112' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116353704558535112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116353704558535112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/11/its-all-about-way-you-dance.html' title='It´s all about the way you dance'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-116007435471078753</id><published>2006-10-05T20:49:00.000-07:00</published><updated>2006-10-05T11:54:43.366-07:00</updated><title type='text'>O jantar</title><content type='html'>Tinha chegado pontualmente, com sapatinhos polidos e um bolo na mão. Fui eu que o fiz, disse-me, ao entrar, como se uma mulher também se prendesse pelo estômago. Agora, sentado à mesa, olhava para mim com curiosidade enquanto eu desligava o fogão.&lt;br /&gt;Queres ajuda?, perguntou, quando me viu a tentar debruçar a panela pesada.&lt;br /&gt;Vivo sozinha, esqueceste-te? Se precisar de um homem para segurar uma panela, terei de rever as minhas prioridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duranto todo o jantar, que de romântico pouco teve, já que me esquecera de tirar as velas e o saca-rolhas se partira antes de conseguir abrir a garrafa de vinho, tentei mostrar-lhe o melhor que pude que a sua presença ali se devia a um acto de caridade para com as aflições corporais e nada mais que isso. No fim, pedir-lhe-ia que não ficasse para dormir, no outro dia teria de me levantar cedo. Quando se despedisse, desejar-me-ia um “fica bem” de quem acaba de decidir não voltar a ver-me próximos dias. E eu, aí, sentiria pena. Dele e de mim. Dele, porque lhe daria um beijo apagado como conclusão de uma série de suspiros e suores quentes e me viraria imediatamente de costas. Porque o convidaria para fumar um cigarro comigo apenas porque não o quereria fazer sozinha. Porque começaria a falar de outras coisas como se ele fosse um amigo gay. De mim, porque ele me faria lembrar como eu era há uns anos, como eu esperava por reacções, sabendo que nunca lhe poderia dizer que aquilo para mim era mais do que apenas uma hora de sexo, e porque o olhava com medo que o meu olhar me traísse e quando me ia embora, sabia que ele não ia pensar mais em mim. Assim como, neste domingo, eu iria dormir sem pressas como num domingo normal e, depois de acordar, sozinha, não me lembraria sequer de me lembrar da noite anterior. Sentiria, apenas, que o meu corpo estava muito mais calmo. Como por um acto de magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-me-ia sentir mal com isso. Mas não suporto homens que se encharcam em perfume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-116007435471078753?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/116007435471078753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=116007435471078753' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116007435471078753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/116007435471078753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/10/o-jantar.html' title='O jantar'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115971997616675013</id><published>2006-10-01T08:49:00.000-07:00</published><updated>2006-10-01T09:26:16.183-07:00</updated><title type='text'>Outra vez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1264/3080/1600/Apart.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1264/3080/320/Apart.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda Sonora para o post: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Never gonna fall in love again&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Snow Patrol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte do crescimento, diz-se. Apaixonarmo-nos, amarmos fervorosamente, sermos felizes, termos o coração partido, pensarmos que nunca amaremos outra vez. É quase inevitável e o último ponto é mais frequente na adolescência. Quem não o passou que levante o braço. Vamos lá, larguem o rato ou o teclado e levantem o braço. Ninguém?... Bem me parecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vou dizer que sou o único. Porra, bem longe disso. Duas mulheres no meu passado (OK, a primeira era mais do tipo rapariga) bem existem na minha memória para o atestar. Com o primeiro caso a coisa foi complicada, tal como todas nos tempos de secundário. Tive de fazer um esforço para a esquecer e convencer-me que encontraria outra. Ou outras, como descobri mais tarde. Mas não as amava. Quer dizer, não por muito tempo, isso só voltou a acontecer mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o pior caso. Já &lt;a href="http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/mulher-amiga.htmlhttp://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/mulher-amiga.htmlhttp://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/mulher-amiga.html"&gt;falei dele&lt;/a&gt; antes, mas claro que as coisas não foram tão simples quanto isso. Como se pode ver no post, fiquei mais cínico, menos propenso à abertura das novas relações. Também a idade não ajudou, antes complicou. Os jogos não satisfazem, aborrecem. Vejo mais facilmente as falhas nas mulheres que conheço. Há como que um catalogar das mulheres por defeitos após o primeiro contacto. Há, no fundo, e usando de psicologia de algibeira (ou de cinema, dependendo da perspectiva), um receio intímo da nova relação. Há um receio de me perder novamente ao pronunciar novamente a palavra, especialmente porque tenho a enervante tendência de apenas a proferir quando ela expressa a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que esta psicologia, mesmo sendo de algibeira, está parcialmente correcta. Esse receio está presente e não mais é que humano. Claro que a sua presença nesta idade só pode significar que não resolvi correctamente certos assuntos no passado, mas enfim, há que preserverar. O outro ponto importante a sensação de não me poder voltar a apaixonar. Lá está, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;never gonna fall in love again&lt;/span&gt;. Esta sensação, por se ter verificado desde há bastante tempo, assumiu contornos de certeza. É uma certeza pífia, bem o sei. A única certeza que posso ter é que realmente me voltarei a apaixonar no futuro. O problema é se não o noto, se estou tão certo que não é possível que isso acaba por não acontecer. Para mais, para a palavra sair dos meus lábios, tem que ser transmitida numa intimidade que não se consegue num encontro, acabe ele onde acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há contudo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;twist&lt;/span&gt; nesta história. Não tenho medo de dizer a palavra, não terei medo de assumir o amor que venha a ter e a partilhar. Não é o momento que me assusta. É a possibilidade de esse momento desaparecer. Ainda assim, feliz ou infelizmente, é precisamente dessa forma que as coisas funcionam. E é o desconhecido que torna tudo tão interessante. E que desactualiza a música dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Snow Patrol&lt;/span&gt;, já agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115971997616675013?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115971997616675013/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115971997616675013' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115971997616675013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115971997616675013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/10/outra-vez.html' title='Outra vez'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115878577398154720</id><published>2006-09-20T13:55:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T13:58:42.623-07:00</updated><title type='text'>Nice to meet you</title><content type='html'>Há conversas que fluem, há conversas que não fluem. É tão simples como isto. E, nestes casos, os primeiros 3 minutos são essenciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci-o há duas semanas numa discoteca. Seria mais fácil dizer que não sei porque lhe dei o número de telefone. Mas o problema é que sei. Dei-lho por puro tédio, não que não me estivesse a divertir, mas porque ultimamente ando farta de estar sempre sozinha. Faz 6 anos que estou sozinha. Não contam as relações que vou tendo aqui e ali, porque acabo por me sentir sempre sozinha, eram relações condenadas à partida, mesmo antes de eu perceber porquê. Nessa noite, nesse momento, enquanto dançava os meus All Time Favourites, percebi que queria entrar numa nova fase, percebi que já estava receptiva, que já podia dar um pouco de mim a outra pessoa, e foi quando o M. me pediu o número de telefone.&lt;br /&gt;Ao princípio recusei. Disse-lhe que só queria dançar. Mas ele foi tão simpático por não insistir que acabei por ser eu a insistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois encontrámo-nos. Não estava segura de o reconhecer. Lembro-me que só lhe perguntei o nome quando me telefonou (à segunda vez, porque à primeira não lhe atendi o telefone) e só sabia que usava uma camisa às riscas azuis na noite em que nos conhecemos.&lt;br /&gt;Reconheci-o. Mas ele não me reconheceu. Passou por mim duas vezes sem me ver e eu deixei-o passar sem lhe dizer nada. Talvez tivesse sido melhor ter-me ido logo embora, mas a noite ainda era uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para um bar um pouco chique demais para o meu gosto, mas não lhe disse nada. Sincera demais já fui eu quando lhe perguntei se podíamos ser só amigos, pelo menos ao princípio. Não gosto de coisas à pressa. Vê-se como bebo a cerveja tão calmamente. Mas ontem bebi-a mais depressa do que o costume. E disse-lhe que, quando acabasse a cerveja dele, gostaria de me ir embora. A modos de brincadeira, pousou o copo e fingiu que não a ia beber logo, para poder ficar mais um pouco comigo. Mas, ao olhar para mim e ver que estava a falar a sério, pegou no copo e bebeu o líquido de um trago, como se tivesse sido acomedido por uma sede imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, levou-me ao metro, por um cavalheirismo desmedido que lhe podia ter ficado mal. Pediu-me desculpas pela brandura da conversa, mas que isto de sair durante a semana tem os seus quês. Eu acenei-lhe que não se preocupasse, realmente terças-feiras não são um bom dia para se conhecer melhor alguém. É claro que foi uma desculpa. O que eu lhe queria realmente dizer é que não era para ser ele ali sentado. Mas não lhe disse isso. De qualquer maneira duvido que me volte a telefonar. Eu, pelo menos, não o vou fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115878577398154720?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115878577398154720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115878577398154720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115878577398154720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115878577398154720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/09/nice-to-meet-you.html' title='Nice to meet you'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115848796094198852</id><published>2006-09-17T12:08:00.000-07:00</published><updated>2006-09-17T03:14:03.313-07:00</updated><title type='text'>Pergunta retórica</title><content type='html'>Engata-se porque se vai à discoteca ou vai-se à discoteca porque se quer engatar? &lt;br /&gt;E a música, não interessa para nada??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115848796094198852?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115848796094198852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115848796094198852' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115848796094198852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115848796094198852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/09/pergunta-retrica.html' title='Pergunta retórica'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115808098394348439</id><published>2006-09-12T10:03:00.000-07:00</published><updated>2006-09-12T10:11:14.100-07:00</updated><title type='text'>História de uma vida amorosa 2</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="PT" &gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E.&lt;/span&gt; foi mais uma daquelas paixões de escola. Nem sequer amor, em boa verdade. Paixão, pura e simples. Loura, caso raro nas minhas fantasias desde então (o que levanta a questao de algum trauma existente desde esses tempos, uma vez que a &lt;a href="http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/histria-de-uma-vida-amorosa-1.html"&gt;R.&lt;/a&gt; também o era), elegante e das poucas raparigas que nesse longínquo primeiro ano do ciclo já apresentava um peito saliente o suficiente para começar a magnetizar olhos, mesmo que ainda não soubéssemos a razão (a bem dizer, ainda hoje não faço ideia do porquê da atracção mamária no imaginário masculino, mas isso será assunto para outras calendas, desde que não gregas), um sorriso que convidava a algo que eu não sabia o que seria e uma desenvoltura fantástica no corpo (por outras palavras, sensual até à medula, mesmo que, lá está, eu não o soubesse). A atracção terá durado um período provavelmente longo para a altura: não menos que duas semanas. Cheguei mesmo a perguntar-lhe se não quereria namorar comigo. Ela, provando a sageza que já possuía, provando ainda que as raparigas eram muito mais maduras que os rapazes por aquela idade (em todas, eu diria, mas não sou maduro o suficiente para analisar a questão) e provando ainda a capacidade inata feminina para as declarações criativas (leia-se mentira), disse-me que tinha muita pena mas que já tinha namorado. Obviamente que quando confirmei aquilo que me veio à cabeça cerca de meia hora mais tarde (ou seja, vinte e nove minutos e cinquenta e nove segundos demasiado tarde), que ela me tinha comido por parvo (admito que não tenha pensado em mim mesmo nesses termos, eu era muito menos auto-confiante nesses tempos), uns quinze dias mais tarde, a vontade tinha-se evaporado. Vontade de quê?, pergunto-me eu hoje. Sei lá, de a beijar desastradamente a ponto de a deixar incomodada comigo o suficiente para acabar comigo e me proporcionar um bom mês de depressão inconfortável que me convenceria que eu não amaria mais nenhuma mulher na vida até conhecer a seguinte. Talvez tenha sido vontade de lhe apreciar a beleza. Ou de gozar com os outros colegas de turma para demonstrar que era eu o gajo que a tinha apanhado. Ou se calhar só lhe queria apalpar as mamas. Sinceramente não faço ideia. Não interessa, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E.&lt;/span&gt; entrou para a minha galeria de amores não cumpridos (uma galeria muito mais extensa na adolescência que a outra) e fica para sempre na minha memória (ainda que eu não a reconhecesse se ela me entrasse hoje nua na banheira - não que me fizesse diferença, provavelmente, mas enfim, é o que se diz nestes casos). E ocupou-me a mente até chegar a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C.&lt;/span&gt; mas essa história fica para outro dia.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115808098394348439?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115808098394348439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115808098394348439' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115808098394348439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115808098394348439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/09/histria-de-uma-vida-amorosa-2.html' title='História de uma vida amorosa 2'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115583431000934408</id><published>2006-08-17T10:04:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T10:10:49.310-07:00</updated><title type='text'>Quando o ex-namorado se casa com outra</title><content type='html'>Voltando ainda a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0098635/"&gt;When Harry Met Sally&lt;/a&gt;, há uma cena no filme em que Sally chora no ombro de Harry por o seu ex-namorado, &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; ex-namorado, se ir casar. Não com ela, mas com outra. Não é o facto de ele se ir casar com outra que a incomoda, mas sim o de não se ter querido casar com ela que a faz gastar os kleenex todos lá de casa. É claro que o facto de não se ter casado com ela leva a que se fosse casar com outra, mas não há quem entenda as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo soube que o meu ex-namorado, &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; ex-namorado, vai comprar uma casa para viver com a actual namorada. Ao princípio só senti desprezo, depois de abrir a boca como quem não acredita que entram moscas, e abanei a cabeça em sinal de não entender por que caminhos anda a juventude de hoje. Depois, assim para o outro dia ou no dia a seguir, comecei a pensar na coisa e senti-me mal. Mesmo mal, assim mal como quem põe pimenta no pastel de nata pensando que é canela. Abanei a cara com um leque espanhol espantando calores súbitos e bebi um copo de água com açúcar para a má disposição. Sentei-me à borda da cama e pensei se faria sentido estar assim. Afinal na altura éramos uns miúdos, eu mais sonhadora do que ele e ingénua ao ponto de ele me dizer, lembro-me tão bem,&lt;br /&gt;- Ainda me hei-de casar contigo&lt;br /&gt;e eu acreditar. Porque naquela altura ele era a única pessoa com quem queria estar e partilhar as tarefas domésticas e a novela da noite e receber os tios da terra com bolacinhas de manteiga e chá de tília, enquanto eu levava a tia Emília a ver a casa e ele mostrava ao tio Amílcar a colecção de troféus de futebol de salão. Hoje em dia, anos depois de nos termos separado e um ano depois de o ter visto pela última vez, numa altura em que já não o via há outros tantos meses e não lhe sentia a falta, ainda não encontrei mais ninguém com quem quisesse partilhar estas coisas, porque simplesmente deixei de as ter como modelo de vida, se é que as tive alguma vez como modelo de alguma coisa. Mas não acho justo ele ter encontrado alguém e eu não, seja só para ter sexo uma vez por mês depois de cinco anos juntos, seja para discutir literatura e estudar minuciosamente os lábios da outra pessoa enquanto fala, seja para irmos a um restaurante chique em dias de inaugurações e não falarmos durante a refeição, seja porque não temos assunto, seja porque a outra pessoa já sabe o que vamos dizer só de olhar para nós. Porque fui eu que acabei com ele e ele é que devia ter ficado eternamente angustiado pelo amor que deixou escapar como a areia da praia de Carcavelos e não ao contrário. Mas naquele dia faltava-me um amigo a quem pudesse telefonar e chorar no ombro e ter sexo louco e no outro dia admitir a fatalidade do erro e dois meses depois ele ir-me buscar ao Réveillon e revelar-me que gostava muito de mim e irmos a um programa de televisão dizermos como somos felizes para sempre.&lt;br /&gt;Bah, filmes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115583431000934408?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115583431000934408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115583431000934408' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115583431000934408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115583431000934408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/08/quando-o-ex-namorado-se-casa-com-outra.html' title='Quando o ex-namorado se casa com outra'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115429681255682246</id><published>2006-07-30T14:40:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T15:05:44.320-07:00</updated><title type='text'>A mulher amiga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/020131/114624__harry_l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 202px; height: 163px;" src="http://i.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/020131/114624__harry_l.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mulher amiga? Pleonasmo, por certo, mas às vezes não por opção. No caso da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;J.&lt;/span&gt; eu bem preferiria que nao o tivesse sido. Ou antes, que não tivesse sido apenas amiga. Eu ia falar deste caso noutra altura, na ordem original estava a E., mas a laura lá me forçou a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situo a acção: a J. era uma amiga minha nos períodos da universidade (ainda o é, mas o presente não é para aqui chamado) e por quem, para atalhar o assunto, me apaixonei perdidamente. Sério. O caso era sério. Especialmente porque foi uma paixão que cresceu lentamente ao longo do tempo que nos conhecíamos. Até aqui nada de anormal. A velha história: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy meets girl&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy falls in love with girl&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;girl&lt;/span&gt; dá com os pés ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy&lt;/span&gt;. Certo? Errado, respoderá quem tiver lido o título do post. Como é óbvio teria de haver algo de mais na história. Também não é original, é tão-só o caso de sermos amigos. Já o disse? Pois, mas não o disse como. Éramos amigos a sério, daqueles que telefonam um ao outro constantemente, que contam as desgraças amorosas e as inseguranças que nos assolam, sejam elas quais forem. A coisa foi ao ponto de ela dizer que eu era o "irmão mais velho". O chato era aquela tendência para o incesto que me ia consumindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lidei com o assunto? Pois bem, lidei não lidando. Fui vendo a procissão de namorados dela e fui afogando as minhas mágoas noutros lençóis. Aturei-lhe as lágrimas a cada rompimento e os risos a cada início. E esperei que um dia visse nos olhos dela algo que não estava por lá. Enfim, esperei, como é óbvio, em vão. Até um dia em que, numa noite de insónias, percebi que já não procurava esse olhar por vontade, antes era por hábito, por vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queimei essa ânsia numa carta que, até a enfiar no marco do correio, não tinha a certeza de enviar. Contei-lhe tudo, todo o amor que por ela nutrira, que por ela nutria ainda, apenas e só na versão de amizade. Exorcizei aquele fogo em linhas excritas pela noite fora, ao longo de várias páginas de honestidade, a moeda que ela merecia receber. Provavelmente ela já o sabia. Não tinha a certeza. Não a tenho ainda. Nunca me referiu a carta. Deu-me apenas um abraço sentido uns dias depois, num olhar que ardeu com uma chama que eu esperei durante anos, mas desta vez de outra cor. Éramos ainda amigos e sê-lo-íamos até hoje. O que poderíamos ter sido não sei, nunca o soube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja, contudo, melhor assim. Possivelmente a relação fracassaria ao fim de uns meses. Hoje olho para trás e vejo que não a aturaria como namorado mais que esse tempo. O amor existiu mas foi depois mantido mais pela incerteza que por uma qualquer chama. Naquele abraço soube-o. Talvez por isso completei o exorcismo nos braços da amiga colorida da altura, loura, voluptuosa e absolutamente chata. Mas a amizade não era para ali chamada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115429681255682246?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115429681255682246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115429681255682246' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115429681255682246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115429681255682246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/mulher-amiga.html' title='A mulher amiga'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115425990659694884</id><published>2006-07-30T13:51:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T04:56:34.696-07:00</updated><title type='text'>Os homens amigos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/1600/harry%20e%20sally.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/200/harry%20e%20sally.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0098635/"&gt;Harry&lt;/a&gt; diz a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0098635/"&gt;Sally&lt;/a&gt; que um homem e uma mulher nunca podem ser amigos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What I'm saying is - and this is not a come-on in any way, shape or form - is that men and women can't be friends because the sex part always gets in the way. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A minha primeira reacção foi a mesma de Sally:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;That's not true. I have a number of men friends and there is no sex involved.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Depois pensei no número de homens que eram meus amigos e que quiseram ter sexo comigo. Uns tiveram, outros, a grande maioria, não. Mas não é isso que está aqui em questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa é que, às tantas, já é habitual o dia em que, depois de muitas idas ao cinema, jogos de cartas, conversas de café, nos dão a entender, quando não o propõem directamente, que nos acham atraentes e gostavam de ir para a cama connosco. Só para experimentar, dizem, se não der, ficamos amigos à mesma.&lt;br /&gt;Se da nossa parte o interesse é recíproco, o que, sinceramente, raramente acontece, visto nós, mulheres, termos um botão que desliga a sexualidade do outro a partir do momento em que há uma placa a dizer “Atenção, Amigo!”, perguntamos, desconfiadas,&lt;br /&gt;“De certeza que ficamos amigos, prometes?”&lt;br /&gt;E eles garantem-nos que são homens liberais que sabem distinguir entre amigos e conhaque, como se tudo se tratasse de um almoço de negócios depois de o contrato ter sido assinado.&lt;br /&gt;Nós acreditamos neles e vamos para a cama, felizes por encontrarmos alguém que não nos vai fazer promessas de amor eterno, quando não é isso o que queremos, ou é, mas ainda não, e que, em vez de falarmos sobre um futuro em conjunto, falamos de possíveis outros parceiros (para cada um, independentemente) ou simplesmente do último filme que vimos. Corre tudo bem, melhor ainda se o sexo for bom (e geralmente é, porque entre amigos não há nada a esconder), até ao dia em que lhes dizemos que conhecemos outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUÊ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, isto fazia parte do acordo pré-alcova, proposto por eles mesmos e não por nós (que nunca pomos a hipótese de termos dois parceiros ao mesmo tempo), dizer ao outro quando nos apaixonássemos (por outra pessoa e não um pelo outro, independentemente do significado que o verbo apaixonar-se tenha para cada um), pois isso significaria o fim de encontro furtivos, mas não o fim da amizade. Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Harry esqueceu-se de dizer à Sally que um homem nunca aceita que a mulher com quem vai para a cama se possa apaixonar por outro que não ele. E que, nessas alturas, o orgulho masculino fala mais alto do que a amizade (que neste ponto já deixou de ser amizade pura, mas sim um misto de intimidade aliada à necessidade de carinho disfarçado) e o homem se sente ofendido e, consequentemente, corta relações com a ex-amiga, daqui a nada ex-amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora isto não é justo. Porque nós, mulheres, é que temos a fama de pensarmos muito, de misturarmos as coisas, de confundirmos sentimentos, de levarmos a sério se alguém de repente nos diz “Ficamos só amigos”. A consequência disto é que passamos a pensar realmente duas vezes antes de termos sexo com uma pessoa com quem já ultrapassámos a fase inicial do “será que ele é só meu amigo ou quer mais qualquer coisa?” e, entramos numa etapa celibatária, porque todos os homens que conhecemos depressa passam a amigos e de repente não há ninguém à nossa volta com quem não tenhamos medo de misturar as coisas (não por nós, atenção, mas pelo orgulho masculino que não queremos ferir). &lt;br /&gt;No entanto, quando esta fase celibatária dura há mais de 6 meses e temos um rol de amigos homens com quem não podemos ir para a cama (ou simplesmente não queremos), começamos a pensar nas vantagens que ser uma boa samaritana nos traz, se é que traz, e a desejar secretamente que um deles um dia sonhe connosco e nos proponha sexo descomprometido. Mas, da próxima vez que isso acontecer, é melhor inventar uma desculpa quando for altura de acabar com  a intimidade, como ter herpes genital ou querer ingressar numa longa procura do Eu ou descobrir uma homossexualidade reprimida. Porque assim não ofendemos ninguém, mantemos a amizade e contribuimos para o bem-estar interior dos nossos amigos homens, do qual eles, coitados, precisam mais do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me se alguém faria o mesmo por mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115425990659694884?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115425990659694884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115425990659694884' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115425990659694884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115425990659694884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/os-homens-amigos.html' title='Os homens amigos'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115202775876655290</id><published>2006-07-30T08:22:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T14:38:51.473-07:00</updated><title type='text'>Teoria da sedução</title><content type='html'>Há um obstáculo às relações amorosas quando se chega a certa idade - concretamente, os trinta. Esse obstáculo tem a ver com o jogo de sedução, de atracção, de engate, se quisermos. Claro que há quem me possa desde já dizer que não há problema nenhum: o jogo é o mesmo de sempre. Ora bem, se me dizem isso está-se mesmo a ver que ou são uns putos com menos de 25 anos de idade ou uns velhadas com crise de meia-idade e menos de 15 anos de idade vividos. A terceira hipótese é terem casado antes dos vinte e seis e julgarem que a definição de sedução é convencerem a mulher com uma caixa de aspirinas em vez de flores e a definição de beleza passa por menos que três pregas de pele na barriga quando a excelentíssima esposa se inclina para a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, de que forma é então a sedução um problema a partir dos 30? Claro que não conheço todos os problemas, por isso explico o meu: é aborrecida. Claro que haverá já meia dúzia de más-líguas a afirmar que só aborrecida por ser inexistente. É absolutamente indiferente sê-lo ou não. A questão é se é inexistente por ser aborrecida ou se é aborrecida por ser inexistente. No caso nem uma nem outra. Não anda pelos períodos áureos do início dos meus vinte anos, mas não está exactamente ausente. É, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é então aborrecida? Bom, porque ou muito fácil ou muito complicada. Digamos, complicada nem tanto, apenas morosa. Porque... Começo antes pelo princípio. Fácil? Sim, claro, sempre o foi, pelo menos com algumas mulheres. Será aliás complicado chamar-lhe sedução. Com dificuldade será qualificado como engate. Atracção estaria posta de parte, a escuridão dos locais impedi-lo-iam, felizmente para mim. A questão é que havia sempre uma predisposição de ambas as partes para o jogo. Umas danças, uns olhares, dois dedos de conversa com os copos à frente a pergunta do «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vamos embora?&lt;/span&gt;» a fazer as coisas avançarem para bingo. Nada disso mudou substancialmente. Aliás, o tempo até tornou tudo mais simples. As mulheres estão mais ariscas - nem acredito que disse isto - e as duas ou três rugas na minha cara - com muito orgulho! - fazem qualquer universitária pensar que estão perante um qualquer bem sucedido advogado. Se sacar do telemóvel enquanto peço o whisky de doze anos «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem gelo, se faz favor!&lt;/span&gt;» nem preciso de abrir a boca, só a porta do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora aqui está então uma das razões para ser aborrecida. Faz falta o jogo, aquele que se jogava só pelo prazer de jogar, sem grande interesse pelo resultado. Ou quase. Se se torna tudo fácil torna-se também aborrecido. Mudo de direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou agora em busca de outras mulheres, aquelas que não são fáceis, que dão trabalho, estudo e exigem arte. Estas eram as mulheres que há dez anos atrás seriam as interessantes, as tais dos jogos de sedução. Hoje não, hoje pensam na família que ainda não constituíram, na viagem que não fizeram e nos cortinados que não compraram. É complicado chamar-lhes a atenção. Complicado e moroso, até porque uma aproximação rápida demais lhes faz soar os alarmes internos como se a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Luftwaffe&lt;/span&gt; estivesse a preparar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blitz&lt;/span&gt;. Há que demorar tempo, puxar a atenção e, depois, por uma série de pequenos passos, fazer avançar as coisas até que elas estejam conquistadas. O principal problema é que, não sendo chinês, não tenho a paciência de um. Perto deste problema surge um outro: arrisco-me a, quando finalmente a conquisto, já não ter interesse. Este esfumou-se na escolha das flores e do livro e na perspectiva de ter de o continuar a fazer por uns tempos valentes porque é o mínimo que ela espera. Tudo sem falar, lá está, na palavra "C", cujo verbo terá de ser declinado no presente ou, no mínimo, num futuro muito próximo. Logo eu que sempre tive problemas com a gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale é a alternativa que começa a surgir nesta fase da vida nas sociedades modernas. Aquela que é proporcionada por essa grande instituição moderna chamada divórcio. As mulheres divorciadas são, na realidade, a solução para os nossos problemas. Já casadas no passado e, obviamente, desiludidas. Possivelmente com filhos e, portanto, sem relógios biológicos a tocar (embora tenham sempre a desculpa da falta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;baby-sitter&lt;/span&gt;, grande merda). Outra vantagem é que já experimentaram os truques todos da cama na tentativa de acordar o vizinho de baixo do marido (perdão, ex-marido) enquanto este tenta pensar na estagiária da empresa, o que tem a virtude de nos levar ao sétimo céu, desde que nos possamos abstrair daquela pelezinha extra na barriga, resultado da gravidez. Por fim já não têm paciência nem ilusões: um gajo que lhes salte para cima regularmente durante a semana e as leve a jantar fora uma vez por outra já as contenta. Seduções? Talvez o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;office-boy&lt;/span&gt; do escritório, de vinte anos e ainda a cheirar a cueiros, depsera os instintos maternais. A mim não me incomoda: o treino faz sempre bem e sou eu a beneficiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas adianto-me nisto tudo. A D., que conheci há dias, já me deu o telefone com o tal «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Liga-me...&lt;/span&gt;» de quem não vai esperar pela sobremesa para limpar a mesa com as nossas costas. Por agora tenho ali a outra miúda que conheci quando fui comprar tabaco. Que querem, tenho uma costela de professor, e há algo que ainda lhe quero ensinar esta noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115202775876655290?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115202775876655290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115202775876655290' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115202775876655290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115202775876655290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/teoria-da-seduo.html' title='Teoria da sedução'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115296770813115212</id><published>2006-07-15T05:41:00.000-07:00</published><updated>2006-07-15T05:56:38.463-07:00</updated><title type='text'>Dancing shoes, by Artic Monkeys</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/1600/shoes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/200/shoes.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Além da música, há outro elemento que condiciona a escolha de um macho para a dança do acasalamento: os sapatos.&lt;br /&gt;Diz-me como andas, dir-te-ei se te quero, podia ser o meu lema. &lt;br /&gt;Geralmente olho sempre para os sapatos quando conheço alguém, como que avaliando as possibilidades do candidato: 100% para ténis Puma ou Adidas, 80% para ténis com listas mas sem marca, 70% para sandálias de couro, se for Verão e os dedos dos pés não forem anormalmente grandes (cuja percentagem desce abismalmente caso as unhas dos pés não tenham sido cortadas há mais de semana e meia e estejam sujas, partidas ou pintadas – isto há macho para tudo), 60% para sapatos nem bonitos nem feios, mas práticos e confortáveis de cor não muito vistosa, 40% para botas Dr Martens e abaixo disso estão os sapatos que retiram toda e qualquer hipótese a um flirt correspondido:&lt;br /&gt;- botas em bico para matar baratas, do estilo cáuboi mas sem esporas atrás (com esporas atrás assistimos a um pernas-para-que-te-quero mais rápido que o &lt;a href="http://looneytunes.warnerbros.com/stars_of_the_show/wile_roadrunner/wile_story.html"&gt;Road Runner&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;- ténis brancos da cena hip hop ou qualquer tipo de ténis cuja sola é maior do que a normalidade aceitável e cuja cor é branca, especialmente aqueles acabadinhos de comprar;&lt;br /&gt;- sapatinho de senhor com atacadores;&lt;br /&gt;- sapatinho de senhor sem atacadores e sem meias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer, então, se o macho com quem conversamos há mais de meia-hora, decide cruzar a perna por fora da mesa e, com isso, mostrar o exemplar esquerdo que comprou há duas semanas, o qual nós ainda não tinhamos visto, porque a mesa era baixinha e não tínhamos nada à mão para deixar cair e fingir apanhar para mirar a marca dos pés do macho em questão, e deparamos com ténis horríveis, daquele de jogar basquete, que deveriam servir só para isso mesmo e não para ir sair à noite com uma gaja de gosto esquisito, mas é claro que isso do gosto esquisito eles só ficam a saber quando eu, depois de um relance casual, fico quieta e muda, muito concentrada na cor do objecto, pior que branco só mesmo branco sujo, e ele me pergunta o que foi e eu digo não foi nada, mas foi e muito e agora fico a pensar nas três hipóteses que tenho (ver &lt;a href="http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/o-tipo-romntico.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt;)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu decidir, por uma vez, ignorar e concentrar-me na conversa que até estava a ser interessante, será uma grande falha de personalidade? Claro que não, mas depois o macho passa imediatamente para a condição de conhecido-futuro-amigo, por quem uma vez nos sentimos atraídas, mas que agora o vemos como nosso irmão, porque a irmãos não se olha o dente e as pessoas têm direito a calçarem-se como querem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115296770813115212?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115296770813115212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115296770813115212' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115296770813115212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115296770813115212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/dancing-shoes-by-artic-monkeys.html' title='Dancing shoes, by &lt;a href=&quot;http://www.arcticmonkeys.com/lyrics.htm&quot;&gt;Artic Monkeys&lt;/a&gt;'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115279795963859885</id><published>2006-07-13T06:10:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T06:48:16.626-07:00</updated><title type='text'>O gosto de quem se gosta</title><content type='html'>Há um momento no livro e no filme em que o narrador - eu - diz que o que importa não é como se é, mas aquilo de que se gosta. «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;It's not what you are like, but what you like&lt;/span&gt;». Mais tarde, no livro - no filme não - acaba por recuar na posição e chegar à conclusão que como se é acaba por ser mais importante que aquilo de que se gosta. Ou que o outro - outra - gosta. Aqui, obviamente, já não sou eu. Eu nunca diria algo de tão idiota como isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A laura já falou nisto &lt;a href="http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/o-tipo-romntico.html"&gt;no post aqui abaixo&lt;/a&gt;. Ela abordou o assunto sob o ponto de vista de quem está a pensar numa boa queca, num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;one night stand&lt;/span&gt; que também seja um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;last stand&lt;/span&gt;. A ela faz-lhe diferença que o alvo goste de Bon Jovi. A mim, que sou homem, não. Pelo menos se é um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; one night stand&lt;/span&gt;. Se a mulher for gira, com bom corpo e, perdoem-me a expressão, fodível, tanto se me dá que goste de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bon Jovi&lt;/span&gt; como do período azul do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tchaikovsky&lt;/span&gt;. A música só me serve a mim para a engatar. A partir do momento em que a coisa parece estar no bom caminho até lhe canto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bed of Roses&lt;/span&gt; se isso a motivar a explorar a mesma. Não, no caminho de uma boa queca não se mete a música, embora uma gaja que possa gostar dos nossos grandes artistas pimba me possa remover qualquer calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que falo sobre gostos e personalidades é mesmo em relação às relações mais estáveis - leia-se, que durem mais de um mês. Obviamente que a personalidade é importante. Se a mulher em causa não tiver uma (personalidade) não vai haver colecção completa do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Stephin Merritt&lt;/span&gt; que convença a prolongar uma relação. No entanto há algo de fundamental: a personalidade também é definida por aquilo que se gosta. Ou, modificando as minhas (do Rob) palavras iniciais, «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;what you like influences what you are like&lt;/span&gt;». E vice-versa, pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos: falando da C. e da D., duas magníficas criaturas que conheci em tempos e sobre quem pensei que a procriação poderia ser um assunto a explorar em conjunto. A primeira, a D., tinha um gosto infalível. Boa pop - um ou outro podre no armário, mas também eu me vou abaixo com algumas lamechices - e boa literatura. Uns quantos filmes interessantes e conversas inteligentes capazes de me agarrar sem ser a olhar-lhe para os lábios (ou peito). Um defeito: queria uma vida conjugal tradicionalíssima, casar rapidamente, ter filhos e estabilizar no primeiro canto possível. Sinceramente, ainda que isso me tenha passado pela cabeça, alguém que pareça ter apenas esta ambição - para mais sendo inteligente - deixa-me logo desinteressado. Os gostos («&lt;span style="font-style: italic;"&gt;what she likes&lt;/span&gt;») estavam bem, o problema era mesmo a personalidade («&lt;span style="font-style: italic;"&gt;what she's like&lt;/span&gt;»).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia depois a C., outra mulher linda de morrer e em cujos caracóis pensei fazer ninho. Divertida, também inteligente, personalidade fantástica. Interessada em acoplamento? Sim, mas com calma que há muito que viver. Perfeito, fantástico. Fantástico? Nem por isso. Música? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trance&lt;/span&gt; a bombar ou lamechices de fazer chorar as pedras da calçada por pena e a mim por raiva de ainda não ter visto os artistas pendurados pelas partes pudibundas. Filmes? Comédias românticas, género que se sabe essencialmente esgotado desde o &lt;a href="http://imdb.com/title/tt0098635/"&gt;When Harry met Sally&lt;/a&gt;. Ou dramalhões que nem sequer janeaustenianos são. Não há pachorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria então a importância desde que houvesse... ugh... amor? Bom, admitindo que esse existe desde o início (raramento creio nisso, mas assumamos que sim), o problema surge a certo ponto. É que ainda é possível ignorar a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakira&lt;/span&gt; ou o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James Blunt&lt;/span&gt; no início, por uma semanita ou, nos casos mais extremos, um mês, mas o que fazer quando vamos festejar o primeiro aniversário e ela decide colocar aquela lamechice do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;You're beautiful&lt;/span&gt; porque «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a ouvimos quando nos conhecemos&lt;/span&gt;»? Não, santa paciência mas não. E depois se ela quiser que vamos com ela ver os, sei lá, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Corrs&lt;/span&gt; ou algo de pior? Proponho-lhe antes irmos aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Massive Attack&lt;/span&gt; que ela julga serem uma banda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hip-hop&lt;/span&gt; ou de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;heavy metal&lt;/span&gt;? Não dá, meus amigos, não dá. Imagino-me a picar uma cebolinha para o refogado e ela a decidir colocar o CD mais recente do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elton John&lt;/span&gt;. O prato mudaria rapidamente de guisado para cabidela, tais os golpes que eu daria nos próprios dedos por terror e para esquecer aquele som horrível. Os gostos podem ser dela e não se discutirem, mas dão muita discussão depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pode ser possível que com estas exigências eu acabe sozinho. É verdade. Mas pelo menos não terei quem me chateie por causa dos meus gostos musicais. Talvez o gato, mas a ele posso enfiá-lo na varanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115279795963859885?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115279795963859885/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115279795963859885' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115279795963859885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115279795963859885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/o-gosto-de-quem-se-gosta.html' title='O gosto de quem se gosta'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115229685524022028</id><published>2006-07-07T18:20:00.000-07:00</published><updated>2006-07-08T09:49:13.063-07:00</updated><title type='text'>O tipo romântico</title><content type='html'>O pior momento de um encontro romântico, geralmente o primeiro, é quando se começa a falar de música. Das bandas que se ouvem, dos concertos a que se foi ultimamente, daquela canção do anúncio tal que não se suporta. Nem sempre os gostos coincidem. Geralmente a outra pessoa nem sequer conhece a nossa banda preferida. Mas isso nem é o mais grave. O pior mesmo é quando a pessoa nos diz orgulhosa que possui todos os álbuns dos Bon Jovi. A gente engasga-se ou cospe o café para o lado, dependendo do grau de aversão, ou então começa-se a rir como quem diz, estás a gozar comigo. A pessoa lá diz que não está a gozar e até se põe a elogiar o vocalista, citando um artigo qualquer que leu numa revista americana em que o dito cujo tinha sido eleito pelos leitores (pelas leitoras menores de idade, acrescentamos nós em pensamento) como o cantor mais sexy da nação.&lt;br /&gt;Ora o facto de o rapaz com quem saimos, e com quem há cinco minutos atrás queríamos ir para a cama, venerar uma banda que nós ouvíamos quando tínhamos 13 anos não deixa de ser preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isto acontece, há três opções:&lt;br /&gt;1. Cuspimos-lhe o resto do café para a cara e vamo-nos embora, atirando-lhe uma moeda para a mesa como esmola por tão visível pobreza de espírito;&lt;br /&gt;2. A vontade de mandar uma fala mais alto do que qualquer divergência de opinião e por isso deixamo-nos ficar, mudando rapidamente de assunto. Uma boa queca nunca deve ser subestimada, mesmo que não se volte a repetir;&lt;br /&gt;3. O amor é cego e pensamos poder vir a transformá-lo numa pessoa musicalmente culta e amadurecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós aqui escolhemos a quarta opção:&lt;br /&gt;4. Olhamos para ele com tanto desprezo até que ele percebe e se sente mal, inventamos um compromisso de última hora (mas tem de ser mesmo bom, porque às duas da manhã não se costuma ter muita coisa para fazer) e fugimos a tempo de evitar a situação embaraçosa de, durante o sexo, o rapaz se lembrar de ir pôr o &lt;em&gt;Always&lt;/em&gt;, alegando um romantismo desnecessário. No telemóvel alteramos o nome da criatura para “Possível queca com péssimo gosto musical” e só lhe atendemos as chamadas quando o desespero for mais forte do que a sensatez. Isto acaba por nunca acontecer, mas uma mulher prevenida vale por duas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115229685524022028?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115229685524022028/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115229685524022028' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115229685524022028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115229685524022028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/07/o-tipo-romntico.html' title='O tipo romântico'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115116262243279832</id><published>2006-06-24T17:20:00.000-07:00</published><updated>2006-06-24T08:30:12.310-07:00</updated><title type='text'>Bloc Party for Bored People</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/1600/bloc%20party.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/200/bloc%20party.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Tirando poucas excepções, sou contra a corrente. Nunca vi o "Senhor dos Anéis" ou o "Matrix", não gostei de &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;, o Kurt Cobain foi-me sempre indiferente e passei a minha infância sem conseguir suportar o cheiro ou o sabor de chocolate. Um sério caso clínico, talvez. Mas acho que o facto de toda a gente gostar da mesma coisa me tira o tesão.&lt;br /&gt;Em relação à música, e dando um exemplo pobre, só há pouco tempo, há coisa de dois ou três meses, é que comecei a ouvir "Silent Alarm" dos Bloc Party. Mais por mero tédio num fim-de-semana chuvoso do que propriamente por curiosidade. Numa altura em que já ninguém fala deles porque estas bandas são como a chuva, cai durante três dias consecutivos e depois toda a gente se esquece dela ao primeiro raio de sol.&lt;br /&gt;Às vezes sinto que perco algo, que passo ao lado de uma coisa que me podia fazer sentir parte de um movimento, de uma corrente, de um novo estilo de vida. Mas hoje em dia já não há novos movimentos, nem artísticos nem políticos, o mundo é um espaço uniforme de pessoas iguais que se consomem em tentativas vãs de serem originais. É como se tudo já tivesse sido inventado e não houvesse mais nada por que lutar. O mundo está chato.&lt;br /&gt;Foi por isso que só na passagem para o século XXI me comecei a identificar com a música dos anos 80. Porque os anos 90 não me trouxeram nada e a minha adolescência foi perturbada pela Rádio Cidade. Agora, com centenas de cds em casa dos mais variados estilos musicais, tenho dias em que não me apetece ouvir nada, porque me soa tudo ao mesmo. Querida Maria, serei normal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115116262243279832?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115116262243279832/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115116262243279832' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115116262243279832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115116262243279832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/bloc-party-for-bored-people.html' title='Bloc Party for Bored People'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115075475324469295</id><published>2006-06-19T14:43:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T15:09:12.376-07:00</updated><title type='text'>Chama-se pop music, não pop lyrics</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.amazon.com/images/P/B000024D4S.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 192px;" src="http://images.amazon.com/images/P/B000024D4S.01.LZZZZZZZ.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso que nunca relacionei a música com o amor - ou pelo menos com as relações - por causa das letras. Sempre me bastaram as melodias. Uma razão foi óbvia a início: eram numa língua que dominava. É muito bonito dizermos à colega do primeiro ano do ciclo - a E., mas falarei dela noutra altura - que gostamos muito dela e até podemos achar que certa música ia bem, mas a verdade verdadinha é que cantar-lhe mesmo algo de muito básico como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Angie&lt;/span&gt; dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stones&lt;/span&gt; de nada serviria: fora o nome - que não era o mesmo, mas isso era pouco importante à época - nada seria compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde optei por um caminho diferente: aprender as letras das músicas de cantores portugueses, especialmente aquelas que pudessem ser acompanhadas com uma viola à noite em redor de uma fogueira em acampamentos de férias. Resultado: o reportório de baladas de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio Godinho&lt;/span&gt;, acrescido a muita coisa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zeca Afonso&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adriano&lt;/span&gt;. Se os dois primeiros de nada serviam, já o Godinho dava um jeito enorme: um A noite passada bem esgalhadinho - vá lá que o Sérgio Godinho também tem voz de cana rachada e escreve músicas a contar com isso - a olhar bem nos olhos do alvo e nessa noite já havia marmelanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sejamos sinceros: quando ia em excursões com os colegas - as famosas visitas de estudo - não se colocava a cassete de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pink Floyd&lt;/span&gt; - tinha de ser sempre Pink Floyd - à vinda por causa das questões autobiográficas do Roger Waters. Quem é que ligava aos versos a não ser para impressionar as miúdas? O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wish you were here&lt;/span&gt; era tocado pela musiquinha perfeita para segredar ao ouvido e pelo título. E se alguém acha que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shine on your crazy diamond&lt;/span&gt; ou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comfortably numb&lt;/span&gt; serviam pelo seu valor poético, nunca se deve ter sentado nos bancos de trás de um autocarro com as cortinas a cobrirem-no mais a parceira do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a música é fantástica para o engatanço, para relembrar os amores passados - bem ou mal sucedidos, bem ou mal terminados - mas não é apenas pela sua letra. É mesmo pela música. Ainda hoje coloco o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Little vianese waltz&lt;/span&gt; quando estou melancólico, mas não é pela letra. É mesmo pela música. Até porque nunca estive em Viena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115075475324469295?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115075475324469295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115075475324469295' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115075475324469295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115075475324469295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/chama-se-pop-music-no-pop-lyrics.html' title='Chama-se &lt;em&gt;pop music&lt;/em&gt;, não &lt;em&gt;pop lyrics&lt;/em&gt;'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115065636980909167</id><published>2006-06-18T20:49:00.000-07:00</published><updated>2006-06-18T11:52:47.606-07:00</updated><title type='text'>Paisagens emocionais – Homogenic, Björk</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/1600/bjork2.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2567/3080/200/bjork2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ouvir &lt;strong&gt;Homogenic&lt;/strong&gt; quando acabei com ele. Não sei porquê, não era um álbum que tivesse marcado a nossa relação e nem sequer o conhecia quando comecei a ouvir a cantora islandesa. Creio que terá sido dos únicos álbuns que não ouvia com regularidade durante os dois anos em que estivemos juntos. Ouvia The Cure, Placebo, Belle Chase Hotel, Ornatos Violeta, mas não Björk. Não sei porquê. Por isso era uma música neutra que podia pôr no carro a caminho de Lisboa que não me fizesse espetar contra uma árvore devido ao estado de emergência emocional em que me encontrava. Mas ela cantava "State of emergency", em &lt;em&gt;Jóga&lt;/em&gt;, como se falasse comigo.&lt;br /&gt;Lembro-me de sentir o meu coração como um motor que arranca aos poucos ao ouvir &lt;em&gt;Hunter&lt;/em&gt;, a urgência mecânica de sair do torpor de um final de relação, como um carro a que falta a gasolina mesmo antes de entrar no posto. O ritmo de marcha em &lt;em&gt;Bachelorette&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;5 Years&lt;/em&gt;, o avançar das tropas para a frente de batalha, o obrigar-me a erguer a cabeça e a dizer “está tudo bem, já passou”. Passou, eventualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois oiço &lt;em&gt;All is Full of Love&lt;/em&gt; e lembro-me exactamente de como me senti naquela noite de chuva em direcção a Lisboa, para ir sair com os nossos amigos e ele e a nova namorada dele. De como, depois de repetir, à medida que o pára-brisas afastava a chuva de um lado e de outro, o meu mantra “está tudo bem”, afoguei, pela primeira vez, as mágoas em tequilla e acordei na sala de alguém, tendo a certeza de que toda a gente tinha percebido de que não estava nada tudo bem. Paciência, pensei, para a próxima disfarço melhor. Até não ser mais preciso disfarçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, voltando a ouvir Björk com o ouvido clínico de quem já ouviu o mesmo muitas vezes, pergunto-me se realmente alguma vez esteve tudo bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115065636980909167?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115065636980909167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115065636980909167' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115065636980909167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115065636980909167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/paisagens-emocionais-homogenic-bjrk.html' title='Paisagens emocionais – Homogenic, Björk'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115053768591876661</id><published>2006-06-17T11:45:00.000-07:00</published><updated>2006-06-18T11:30:01.750-07:00</updated><title type='text'>Música da semana e complemento do último post</title><content type='html'>Find yourself a girl, and settle down&lt;br /&gt;Live a simple life in a quiet town&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So steady as she goes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your friends have shown a kink in the single life&lt;br /&gt;You've had too much to think, now you need a wife&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steady as she goes (steady as she goes)&lt;br /&gt;So steady as she goes (steady as she goes)&lt;br /&gt;Well here we go again, you've found yourself a friend, that knows you well&lt;br /&gt;But no matter what you do, you'll always feel as though you tripped and fell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Settle for a girl and buckle down&lt;br /&gt;Send it to the crowd that's gathered round&lt;br /&gt;Settle for a girl and buckle down&lt;br /&gt;Send it to the crowd that's gathered round&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steady as she goes&lt;br /&gt;Are you steady now?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Steady as she goes&lt;/em&gt; by &lt;a href="http://www.theraconteurs.com/"&gt;The Raconteurs&lt;/a&gt;, música da semana 10 vezes por dia em repeat&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115053768591876661?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115053768591876661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115053768591876661' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115053768591876661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115053768591876661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/msica-da-semana-e-complemento-do-ltimo.html' title='Música da semana e complemento do último post'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-115032203283748293</id><published>2006-06-14T14:35:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T06:51:36.016-07:00</updated><title type='text'>O que seria</title><content type='html'>Às vezes penso que teria sido mais fácil ter terminado a universidade, esperado um ano ou algo do género e casado. Seria agora um feliz pai de dois ou três crianças aos berros numa carrinha break a caminho das férias no sul de Espanha. A minha querida esposa seria provavelmente uma colega numa outra empresa e conseguiríamos que a irmã ou um casal amigo - inevitavelmente antigos colegas - nos ficassem com os filhos enquanto teríamos um jantarzinho romântico por semana. O pico do fim de semana de Verão seria o descanso na rede, à sombra e a dormir, já depois de chegar da praia e enquanto a mulher meteria os putos na banheira. A vida seria simples, com contas para pagar mas uma segurança inigualável. Como seria bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que depois acordo afogado em suor e em lençóis. Odeio estes pesadelos. Dá-me sempre para isto quando vejo as comédias românticas na televisão. Sou demasiado impressionável. Vá lá que desta vez não cheguei ao ponto do sonho em que vou à colecção de música e saco do último albúm dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Santos e Pecadores&lt;/span&gt;. Da última vez que isso aconteceu vomitei na cama. E da vez que vi a colecção de DVD's, com os títulos da Comédia Clássica Portuguesa a despontarem, acabei nas emergências do hospital, só tendo acalmado quando um enfermeiro colocou um CD de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dinosaur Jr.&lt;/span&gt; a tocar ao lado da minha maca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalmo-me. Pego no maço de cigarros em cima da mesa de cabeceira. Por cima da cabeça dela para não a acordar. Conheci-a na noite anterior, não há motivo para a ver de mau humor, a relação não está avançada o suficiente para isso. Vou até à varanda olhar o movimento cá em baixo. Tenho de ligar a algum pessoal, está a apetecer-me mandar um salto à Fnac comprar uma meia dúzia de CD's, beber uma imperial ali para o café e a seguir ir mamar umas sardinhinhas assadas regadas com vinho verde para os lados do rio. Esta merda dos pesadelos é lixada. Casamento... do que se vão lembrar a seguir?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-115032203283748293?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/115032203283748293/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=115032203283748293' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115032203283748293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/115032203283748293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/o-que-seria.html' title='O que seria'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-114978062552520761</id><published>2006-06-08T17:27:00.000-07:00</published><updated>2006-06-08T08:34:49.503-07:00</updated><title type='text'>O Jerry Lewis e a rejeição, um estudo comparativo</title><content type='html'>Ontem um gajo perguntou-me porque é que eu lhe disse que não.&lt;br /&gt;No princípio do ano comecei a encontrar-me com um colega de trabalho por interesses puramente linguísticos: ele ajudava-me a desenferrujar o meu inglês e eu dava-lhe apoio na aprendizagem do português. Encontrámo-nos durante 3 domingos seguidos e no último ele convidou-me para ir ao teatro. Era uma peça em inglês, por isso não desconfiei que pudesse haver outro interesse para além de matar o tempo em domingos chuvosos e alargar o intercâmbio liguístico a outros ambientes.&lt;br /&gt;No fim da noite (depois da ida ao teatro e de umas quantas canecas) perguntou-me se queria ir para a cama com ele. Assim, sem mais nem menos. Sem quaisquer jogos de olhares ou roçar de mão, sem qualquer indicação da minha parte (ou da parte dele!) que pudessem levar a fantasias nocturnas.&lt;br /&gt;Recusei, ao princípio de um modo politicamente correcto (não lhe podia dizer que a visão de ter um gajo com tiques de Jerry Lewis em cima de mim me causava uma incontrolável ataque de riso), mas depois, ele como que insistindo em arrancar confissões da minha parte como confirmação de uma intimidade que nunca havia existido, o Jerry Lewis começou a aparecer-me em sonhos e tive de cortar o mail pela raiz. Apanhando-o à saída do trabalho, disse-lhe que queria ficar em casa no próximo domingo, assim como em todos os domingos seguintes e que o nosso intercâmbio linguístico tinha deixado de fazer qualquer sentido, dando-lhe a entender que o querer ficar sozinha aos domingos não se devia ao facto de eu ser uma anti-social domingueira, mas sim que não o queria ver mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, meses passados depois da nossa última conversa em torno dessa rejeição, voltámo-nos a encontrar. Foi o tempo de (ver o último post) ele começar a sair com outras colegas de trabalho e eu deixar de ter razões para ter nojo dele. Mas assim que ele fez a malfadada pergunta, voltou-me a indisposição e tive de pedir licença para ir à casa de banho.&lt;br /&gt;(Eu nunca perguntaria a um gajo porque é que ele me tinha deixado, rejeitado, parado de telefonar. Viver na ignorância é, por vezes, melhor do que saber as razões que levaram alguém a perder o interesse por nós. Sejam elas quais forem, dói sempre. Mas esta insegurança machista não é nova. Parece que o protagonista do &lt;em&gt;High Fidelity&lt;/em&gt;, como é que ele se chamava?, passou pela mesma crise. Enfim, homens.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não suporto falta de tacto. Ir para a cama com alguém que nem sequer se dá ao trabalho de nos dizer que somos a rapariga mais bonita do mundo (mesmo que seja mentira mais batida da história do flirt) só num caso de desespero extremo. E três domingos de conversas mais ou menos aborrecidas (dependendo de qual a língua que estava na roleta) não é tempo suficiente para criar desejo sexual. Bom, pelo menos para mim não foi. Mas não lhe disse isto.&lt;br /&gt;Há gajos que precisam de continuar a achar que se uma rapariga não vai para a cama com eles ao terceiro encontro (ou ao primeiro) é porque sofre de graves distúrbios psicológicos. Foi o que lhe respondi, depois de 6 minutos na casa de banho a limpar o suor da pergunta dos 5.000 Euros:&lt;br /&gt;- Sofro de graves distúrbios psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a casa tinha um e-mail dele a convidar-me para reiniciar os nossos debates linguísticos ao domingo. Mas será que ele não percebeu que eu sou, de facto, uma mulher perturbada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-114978062552520761?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/114978062552520761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=114978062552520761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114978062552520761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114978062552520761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/o-jerry-lewis-e-rejeio-um-estudo.html' title='O Jerry Lewis e a rejeição, um estudo comparativo'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-114962010860429878</id><published>2006-06-06T11:34:00.000-07:00</published><updated>2006-06-18T11:33:10.496-07:00</updated><title type='text'>Ventos com mudança</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.scorps.ru/lirika/al/crazy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px;" src="http://www.scorps.ru/lirika/al/crazy.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é incrível a evolução dos gostos musicais. Não imagino, hoje, como me foi possível apreciar os Scorpions do &lt;strong&gt;Wind of Change&lt;/strong&gt; - o &lt;strong&gt;Still loving you&lt;/strong&gt; não me puxou nunca, facto que quase me fez acreditar num qualquer deus dos críticos musicais - por alturas do liceu. Ou acreditar que Pink Floyd eram o cúmulo da música pop ao mesmo tempo que desprezava os Cure ou os Violent Femmes. Lembro-me ainda do meu colega T. - na escola secundária, bem entendido - a olhar para mim com cara de «Se me insultas outra vez dessa maneira levas um estoiro que não te levantas...» quando lhe perguntei se gostava do tal albúm dos Scorpions. É daquelas coisas inexplicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim levo a humilhação mais longe. Possuo uma cópia do disco, em vinil, do Wind of Change. Sim, é razão para auto-flagelação contínua até ao fim da carreira dos Rolling Stones. A minha desculpa é simples: foi-me oferecido pelo meu pai após uma viagem de negócios à Alemanha - de todos os lugares possíveis... - com a intenção de presentear o seu filho adolescente com algo que gostasse. Não o deitei fora - agora, já na idade adulta - porque é de mau tom fazer isso com prendas musicais - se bem que no que toca aos Scorpions falar de música é algo de extremamente relativo até para duros de ouvido. A única excepção foi com um CD da Mariah Carey que o meu paizinho achou que eu poderia ouvir com prazer. Esse voou à primeira oportunidade da janela do automóvel a 135 km/h na autoestrada e se a polícia me tivesse visto pagaria com prazer a multa desde que não me obrigassem a ir buscá-lo. O dos Scorpions é guardado para um dia em que possa mostrar mostrar a um futuro e hipotético filho aquilo que eram discos. O que era o tal do vinil. Claro que quando ele perguntar se o podemos ouvir eu farei cara de marciano e direi que há muito tempo que não tenho um gira-discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é mesmo verificar que os gostos, ainda que evoluídos, regrediram no tempo. Hoje colecciono Pixies e Violent Femmes. Descubro Rolling Stones e Beatles. Converto-me a David Bowie e Smiths. O meu amigo T., que na altura confessava ouvir um tipo com o nome de Tricky cujo nome nada me dizia (hoje ouço o &lt;strong&gt;Maxinquaye&lt;/strong&gt; pelo menos uma vez por mês) pouco mais evoluiu que para os albúns seguintes dele e dos Massive Attack. Quando o reencontrei perguntei-lhe se gostava de Herbert, Matmos e Björk. Com o último nome, depois da expressão vazia perante os dois primeiros, deu-me um olhar de «Que raio de coisas mais estrnhas este gajo anda a ouvir» e disse-me que não gostava muito dos últimos albúns dela. Ainda estive para lhe perguntar pelos Scorpions, mas a noite até me estava a correr bem e não queria levar com um murro quinze anos atrasado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-114962010860429878?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/114962010860429878/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=114962010860429878' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114962010860429878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114962010860429878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/ventos-com-mudana.html' title='Ventos com mudança'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-114952783210671426</id><published>2006-06-05T19:18:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T10:58:12.303-07:00</updated><title type='text'>Encontro com o M.</title><content type='html'>No outro dia encontrei o meu último ex-namorado. Não o encontrei por querer, que ex-namorados é algo que só se encontra depois de muitos meses, ou anos, de desgustação e ponderação, juntamente com alguns sapos enfiados a custo pela garganta abaixo, para quem ainda se dê ao trabalho de dizer &lt;em&gt;vamos lá tomar um café e comportarmo-nos como adultos&lt;/em&gt;, ou, na maior parte dos casos, algo que se encontra quando menos se espera, como cascas de banana à saída do metro. Somos, então, apanhados de surpresa, porque há muito tempo que não pensamos neles e depois, zás, damos de caras com eles e não sabemos como havemos de reagir. Se dar o nosso melhor sorriso amarelo e vangloriar-nos de como a vida nos começou a correr inexplicavelmente melhor depois de termos acabado a relação, se pegar no nosso spray de pimenta e cegá-los durante vinte segundos, sendo este o tempo suficiente para lhes darmos um pontapé no meio das pernas e nos pirarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o via há 9 meses. 9 meses é o tempo de ter um filho, de chegar a uma cidade e adaptar-se, de aprender uma língua, de emagrecer 5 quilos, de ler 6 livros. 9 meses é muito tempo. Mas não senti nada e tive a única reacção possível em casos destes: atravessei a estrada sem olhar para ele. Por sorte, não me achava em nenhuma situação embaraçosa. Até tinha um casaco novo e estava ligeiramente bem-disposta. Não fui de encontro a nenhum poste nem estava a comer nada com que me pudesse engasgar. Não tropecei em nenhuma pedra fora do sítio nem me entrou nenhum mosquito para o olho. Atravessei a estrada como se nada fosse e entrei, como era o meu objectivo inicial, no café de onde ele tinha saído, sem medo de apanhar uma doença mental contagiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um bom encontro casual com um ex-namorado. Fossem todos assim. A verdade é que correu tudo tão bem porque ex-namorados deste tipo não nos deixam quaisquer mazelas sem ser a incompreensão absoluta sobre o nosso comportamento em certas alturas da nossa vida, antes de nos começarmos a questionar sobre o que raio é que estamos a fazer com semelhante criatura. São como as bolachas de aveia do Continente, sabem bem em tempos de maior apetite, mas depois de 4 ou 5 começam a enjoar. Ou como aqueles cds que compramos nas promoções e que só ouvimos uma vez, porque há certas bandas que nunca mais conseguem repetir a proeza do primeiro álbum.&lt;br /&gt;Bom, mas se calhar era melhor começar pelo princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Top 5 das músicas que me fazem lembrar o M.:&lt;br /&gt;1. "Talk" by Coldplay (que era o single da altura mas não se compara a qualquer uma do Parachutes)&lt;br /&gt;2. "Baby can I hold you" by Tracy Chapman (porque ele passava a vida a tocá-la na viola e eu a tentar evitar mostrar o meu desprezo pelos seus gostos musicais)&lt;br /&gt;3. ... (Felizmente não tive tempo para associar mais nenhuma música a esta relação. Passei o tempo a lutar para que &lt;em&gt;Funeral&lt;/em&gt;, dos Arcade Fire, que consumia compulsivamente na altura, saísse ileso de recordações menos felizes. E depois acabámos. E os Arcade Fire tornaram-se intemporais.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-114952783210671426?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/114952783210671426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=114952783210671426' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114952783210671426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114952783210671426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/encontro-com-o-m.html' title='Encontro com o M.'/><author><name>laura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13974452308531591717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-114937774528256922</id><published>2006-06-03T16:21:00.000-07:00</published><updated>2006-06-03T16:39:08.976-07:00</updated><title type='text'>História de uma vida amorosa 1</title><content type='html'>O meu primeiro amor foi a R. Os tempos eram os do início do ciclo - ainda se chamava assim naqueles tempos - e a paixão foi arrebatadora, tendo em conta a idade. Creio que pensei nela ainda durante umas boas duas semanas. Até a minha mãe chegou a notar que eu não andava normal: quase não tocava nos livros de &lt;em&gt;Uma Aventura&lt;/em&gt; e a cassete dos Abba que lhes tinha roubado, a ela e ao meu pai, já não tocava há uns dias na aparelhagem - se podíamos chamar assim a um rádio com um leitor de cassetes que, afortunadamente, estava ligado a umas colunas roufenhas que já tinham perdido metade das peças. Veio falar comigo com aqueles trejeitos maternais, entre o carinhosa e o preocupada que andasse a chocar outra ida ao pediatra para estoirar mais um orçamento mensal da família. Lá confessei o amor pela R., por aqueles caracóis louros, por aquele sorriso luminoso e aquele andar decidido. Claro que naquela altura não me expliquei nesses termos. Saiu um seco «Gosto mesmo dela!» ao que a minha mãe terá sorrido a pensar que ainda tinha muito tempo até ter de se preocupar com potenciais netos repentinos e não anunciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi realmente coisa para duas semanas. Talvez mesmo uns 18 dias. Andei afectado no recreio e nos tempos livres. Quase não falava com ela e evitava inclusivamente olhar numa direcção geral que a embarcasse. Eram os velhos problemas da maturidade masculina - ou falta dela - perante a feminina - ou excesso dela - com os rapazes a ficarem sempre meio perdidos na presença de qualquer rapariga. As raparigas podiam ter de se preocupar com umas manchas vermelhas nas cuecas, mas a verdade é que tinham uma mãe para lhes falar dos factos dessa vida. Onde andava o pai para nos explicar que o endurecimento súbito de algo que sempre imaginámos como só servindo para se entalar no fecho das calças era causado pelas raparigas de quem nem sequer gostávamos? Complicado, é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim desses dias lá voltei à minha ignorância da existência da R. no meu universo, continuei a gastar a cassete dos Abba especialmente na parte do &lt;em&gt;The winner takes it all&lt;/em&gt; e manuseei os livros d'&lt;em&gt;Uma Aventura&lt;/em&gt; ao ponto de ver as páginas do terceiro capítulo a surgir inesperadamente perto do fim. A vida voltava ao normal e até quase esquecia aquela perturbação. Até que apareceu a C. e percebi que a inocência estava mesmo perdida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-114937774528256922?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/114937774528256922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=114937774528256922' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114937774528256922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114937774528256922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/histria-de-uma-vida-amorosa-1.html' title='História de uma vida amorosa 1'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29002249.post-114944172268343580</id><published>2006-06-02T10:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-04T10:23:02.100-07:00</updated><title type='text'>À laia de introdução</title><content type='html'>&lt;strong&gt;High Fidelity&lt;/strong&gt; foi o título do livro de NIck Hornby. Claro que já sabias isto. Caso contrário não tinhas aqui vindo parar. Fala de amor, pop, romance, soul, relações, rock, sexo, dance. Fala de se começar a ser adulto quando ainda se não o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rob e Laura. Duas personagens da história. Os nossos &lt;em&gt;alias&lt;/em&gt;. O motivo de os termos escolhido parece óbvio, por isso não vou estar a fazer desenhos a gente com menos sensibilidade artística que nós. Escolhemos fazer este blogue porque nos identificamos com a história, reconhecemos pedaços da nossa vida naquilo e, obviamente, gostámos tanto do livro como do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas vão andar pelos mesmos caminhos da história. O amor, a música, os livros e os filmes. Afinal pouco mais há a referir neste mundo, certo? Portanto, quem quiser ler coisas sérias, com relações certinhas, casamentos aos 25 anos e com dois filhos, empregos estáveis e hipotecas aos 30 vá a outro lado. Aqui fala-se da realidade. Mesmo que por umas lentes meio coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;rob e laura&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29002249-114944172268343580?l=fidelity-high.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fidelity-high.blogspot.com/feeds/114944172268343580/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29002249&amp;postID=114944172268343580' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114944172268343580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29002249/posts/default/114944172268343580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fidelity-high.blogspot.com/2006/06/laia-de-introduo.html' title='À laia de introdução'/><author><name>rob</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02097010128540497196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
